quinta-feira, 27 de agosto de 2015

POEMA DA CABEÇA AOS PÉS


Imagem- Gardenia by Gardenia


POEMA DA CABEÇA AOS PÉS


Solta-me a alma em palavras resolutas
De tua pele, cúmplices de teu olhar;
Ofusca-me o pensamento pelo teu orvalhar
E sente-me eclodindo expressões absolutas.

Solta-me a vida em beijos mergulhados
Pelo ténue universo, sedas de teus lábios;
Esvai-me em todo o teu ser pelos gemidos
Veementes de tais signos e quão sábios.

Prende-me em diálogo extra lexical:
Soletram-se rítmicas silabas às cordas vocais
E em mim enleia-se tão sonante espiral;

Plena de vida pelo que sou e o que és;
Línguas que interpretam mais que animais
E o tenro verso é poema da cabeça aos pés.

® Maria Pessoa
(pseudónimo)